segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Diz que é famoso: Tupac e Snoop Dogg ganharam concurso na Costa da Caparica.




Os dois famosos rappers norte-americanos Tupac e Snoop Dogg, este último ainda vivo (por ser muito magro consegue desviar-se das balas), estiveram sempre ligados a relatos de tráfico de drogas, prostituição e tiroteios. O que o público em geral desconhece, mas o Sensivelmente Idiota revela agora em primeira mão, é que estes dois artistas escondiam outros talentos.
De facto, esta foto foi tirada quando venceram, na categoria de pares, o Campeonato de Sombras Palermas com as Mãos de 1994 na Costa da Caparica. Nesta competição, bateram na final os seus principais rivais, e anteriores campeões, o Zé Xinadas (de Chelas) e o Rúben Caroxo (das Galinheiras).
Na foto vitoriosa, a dupla presta homenagem um ao outro. Tupac faz a sombra de um cão, enquanto que Snoop Dog queria fazer um 2 mas acaba por se atrapalhar por não saber contar muito bem.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hoje passa-se isto: Jack Nicholson em campanha publicitária do Sporting

O departamento de marketing do Sporting já tem praticamente pronta a campanha publicitária da Gamebox para a próxima época. O Sensivelmente Idiota sabe que, ao contrário dos restantes anos, a intenção é que os protagonistas não sejam quaisquer jogadores, mas sim o conhecido actor Jack Nicholson. A contratação desta figura tão conhecida do público ainda não está confirmada devido ao grande investimento que seria necessário. No entanto, os responsáveis pelo marketing leonino afirmam que é "uma opção extremamente lógica" visto que a campanha para a época 2011/2011 terá como eixo de comunicação a frase "Pior é impossível".
Apesar dos intentos deste departamento do Sporting, a participação de Jack Nicholson dificilmente será concretizada, dado que o clube não tem dinheiro nem sequer para pagar um almoço ao roupeiro Paulinho na "europoupança" do McDonald's.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hoje passa-se isto: João Moutinho apoia José Alberto Carvalho

No rescaldo da badalada transferência de José Alberto Carvalho da RTP para a TVI, surgem diferentes reacções de vários sectores. Têm sido muitos os sócios da RTP a insurgir-se contra esta atitude do jornalista e a mostrar-se revoltados com toda a situação: "o gajo sempre disse que era da RTP desde pequenino e agora faz-nos uma desfeita destas! Ainda por cima agora temos que aturar, todos os dias, o José Rodrigues dos Santos a piscar o olho!".
Quem já saiu em defesa do ex-apresentador da RTP, foi João Moutinho. O jogador do FC Porto disse que percebe e respeita muito a opção tomada por José Alberto Carvalho visto que se identifica com o mesmo: "eu também mudei para poder ganhar mais dinheiro e ficar em primeiro no campeonato" - seja o campeonato de futebol ou das audiências.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Hoje passa-se isto: Mercado de transferências na TV

Notícia de última hora: José Alberto Carvalho vai transferir-se para a TVI. O reputado jornalista segue então da estação pública para a privada. Faz sentido, porque, para além disto não estar famoso para a função pública, na TVI já não terá de aturar o Malato a cantar e dançar pelos corredores do edifício.

Entretanto, já começou a especulação sobre quem será o seu sucessor, e o Sensivelmente Idiota sabe que quem está na frente da corrida é Jorge Jesus. Confrontado com esta hipótese, o ainda treinador do Benfica diz que "seria complicado deixar os seus jegadors, mas é uma ganda posselidade!".
A acontecer, esta escolha da RTP prende-se com a conhecida eloquência de Jorge Jesus que permitiria a muitos mais portugueses, finalmente, perceber alguma coisa do que se diz nos noticiários.


URGENTE

Muito importante: o João Pedro Pais e a Mafalda Veiga prometeram nunca mais cantar quando o Sensivelmente Idiota chegasse aos 500 fãs no Facebook! Que excelente notícia! É de aproveitar, vamos a isso!
www.facebook.com/sensivelmenteidiota

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Hoje passa-se isto: Governo teme revolução em Lisboa

As contestações no mundo árabe têm revelado um efeito dominó a um ritmo elevadíssimo. Tal facto, verifica-se pela propagação das manifestações contra os respectivos governos em todos os países vizinhos do norte de África. Estas demonstrações de descontentamento, muitas vezes acompanhadas de violência, chegaram agora a Marrocos e o Governo português teme o pior. Corre o rumor nas redes sociais que diversos grupos organizados se estão a mobilizar e vão sair pelas ruas de Lisboa para exigir a independência do Martim Moniz.
Na zona de Lisboa onde cheira mais a caril e pita shoarma que a sardinha ou pastéis de nata, e onde quem fala português tem de ouvir comentários como "volta para o teu país!" em árabe, hindu ou mandarim,  já se ouvem gritos de revolta e as autoridades já estão alerta.
Para evitar conflitos, o Governo está a ponderar conceder a independência apenas ao centro comercial do Martim Moniz e atribuir cada andar do edifício às diferentes comunidades que se rebelam. Quem não aprova esta proposta é a comunidade chinesa que estava a pensar comprar o prédio inteiro para abrir uma mega-store.

Notícia em actualização. 


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Hoje passa-se isto: É proibido fumar e soltar gases em Espanha

Em Espanha, foi decretada a proibição de fumar em casa sempre que haja uma empregada doméstica presente. Isto deve-se ao facto de, nestas ocasiões, a habitação ser considerada um local de trabalho, ao abrigo da nova lei espanhola. Várias classes trabalhadoras já se mostraram revoltadas com esta medida. Entre elas, o Sindicato das Prostitutas e Strippers ao Domicílio que afirma ser "incomportável ir a casa dos clientes e realizar um trabalho em condições sem fumar um cigarrinho a seguir". Este sindicato já ameaçou avançar com um greve prolongada, o que fez, imediatamente, a classe política repensar nesta medida. 
O governo espanhol pondera agora proibir a flatulência em espaços públicos, tal como acontece no Malawi, e aplicar pesadas coimas a quem "soltar una bufita por la calle".

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Hoje passa-se isto: Revolução no mundo árabe chega a Portugal

Depois das revoluções tunisinas e egípcias e dos tumultos registados no Bahrein e na Líbia, a contestação chega agora ao nosso país, embora por diferentes razões. Após a Central de Cervejas anunciar o aumento do preço da cerveja em cerca de 6%, a camada mais jovem da população saiu em protesto pelas ruas. Escutam-se frases como "os recibos verdes ainda papamos, o preço da cerveja aumentar já é dar baile" ou mesmo "antes sem emprego do que sem cerveja". Chegou a temer-se confrontos entre a polícia e a juventude contestatária mas, afinal não havia caso para alarme. As forças policiais uniram-se aos manifestantes dizendo que "estas barrigas não crescem sozinhas" e "sem cerveja, não há energia para andar a apanhar bandidos".
Entretanto, quem não deixou passar em claro a situação foram os Deolinda, que já lançaram um novo single chamado "Bêbedo Que Sou".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Hoje passa-se isto: Berlusconi, sexo com menor e a mãe do Futre

Berlusconi começará a ser julgado a 6 de Abril por, alegadamente, ser tido sexo com uma menor. O primeiro-ministro italiano, tal como é seu apanágio, já comentou o caso e diz que tudo não passa de um mal entendido. Silvio Berlusconi disse estar "repugnado com todo este caso e com a distorção que se fez do mesmo". Segundo o político italiano, ele teve, de facto, relações sexuais com uma menor...que ele. Berlusconi mostra-se revoltado e diz que "a lei italiana não alberga qualquer tipo de proibição de sexo com anões". A polémica está, de novo, lançada.


Já em Portugal, Paulo Futre afirmou que o Sporting é a sua mãe. O pai é que ainda está por identificar, visto que, durante os últimos anos, todos gostam de lá andar na brincadeira, mas ninguém se acusa quando dá asneira.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia de S. Disfunção Eréctil

Enquanto os namoradinhos, que só se lembram um do outro neste dia, celebram o Dia dos Namorados com o mesmo entusiasmo com que o Cristiano Ronaldo festeja quando o Messi é eleito o melhor jogador do mundo, esquecem-se de uma coisa importante.  É verdade meus caros, hoje é o Dia Europeu da Disfunção Eréctil! Toca a comemorar com igual pompa e circunstância! Faz todo o sentido que estas duas celebrações comunguem o mesmo dia de festejo. É mais ou menos como festejar o Dia do Bife Grelhado e o Dia do Vegetariano na mesma ocasião. Ou seja, quer-se comer mas não se tem a certeza de o poder fazer.

Claro que o facto de se celebrar estas duas efemérides no mesmo dia pode dar azo a imbróglios conjugais. Depois de um jantar romântico numa tasca baratinha (lá porque é Dia dos Namorados não quer dizer que a crise tenha passado), se o homem falha na hora da verdade porque a namorada cresceu 30kg  durante o último ano, pode sempre dizer que está só a celebrar a ocasião. E isto serve para as mulheres igualmente. Aquela "dor de cabeça" já não engana ninguém. Se o namorado deita um bafo pior que um camião do lixo porque deixou de lavar os dentes ao primeiro mês de namoro, é fácil dizer que não quer meter-se em aventuras neste dia apenas porque está solidária com tantas mulheres com namorados com disfunção eréctil.

Bom dia, seja do que for, para todos.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Bella Italia (Rizumik + Sensivelmente Idiota)

Itália! Ah…Itália! Um país encantador, repleto de calor latino, de cheiro a pizza e de ministros envolvidos com prostitutas menores. Pelo menos, é o que me vem à cabeça quando oiço este tal Don Luigi. A sua pronúncia facilmente nos faz lembrar de como a língua italiana é melodiosa e cativante e de como os italianos são péssimos a falar qualquer outra língua.
Itália é um país claramente dicotómico. Traz ao mundo coisas óptimas, como a pizza ou a Monica Bellucci, mas traz também ao mundo, mais concretamente a Portugal, coisas horríveis como os anúncios do Marco Bellini ou o Victor Cardinali. Nunca percebi muito bem qual foi a necessidade de um senhor de bigode à taxista fundar um circo em Portugal. Um dia levantou-se e pensou “Ma che cazzo! Deixa-me lá ir para Portugal, vestir uma fatiota ridícula e domar leões pa’ ver se ganho uns trocos. E quando quiser ter uns palhaços na companhia faço outsourcing, diz que Portugal está cheio deles.”. E é desta forma que todas as criancinhas do país começaram a ser obrigadas, por altura do Natal, a aturar o taxista italiano com problemas matrimoniais. Sim, alguém que se lembra de ir para Portugal e de criar um circo para domar felinos, só pode ser por levar porrada da mulher em casa.
De qualquer das formas, não podemos dissociar Itália do nascimento de tantos génios de diversas artes. Lembro-me, por exemplo, dos ilustres Leonardo da Vinci e Michelangelo, dos inebriantes Verdi e Vivaldi, do mágico Roberto Baggio ou da versátil Cicciolina (e ponha-se versatilidade nisso). Provavelmente, alguns de vocês já estarão indignados e a achar que é sensivelmente idiota eu ter colocado “génio” e “Cicciolina” na mesma frase. Mas quanto a mim, é uma indigitação perfeitamente aceitável num país que é governado pelo Hugh Hefner europeu.
Viva la bella Italia!
Vídeo de Rizumik!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Moção de sensualidade

Num estudo publicado hoje pelo jornal "El Mundo", chegou-se à conclusão que 88% das portuguesas estão muito satisfeitas com a sua vida sexual. Francisco Louçã já reagiu e apresentou uma moção de censura ao referido estudo, por achar que numa altura de crise profunda em Portugal se deve trabalhar mais e brincar menos aos pais e às mães. Ou seja, no fundo, não sabe muito bem porque é que está a apresentar a moção de censura, ou birra política, como lhe queiram chamar.
 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sexo na política. Ou a política da abstinência como castigo.

A senadora belga Marleen Temmerman propôs ontem a abstinência sexual como medida de resolução do impasse político que se vive no seu país. Ou seja, a senhora anseia esperançosamente que a interdição do coito dos deputados com as respectivas mulheres reponha a lucidez na cabeça dos senhores.
Ora, a falta de sexo, provavelmente, nunca trouxe lucidez a ninguém, antes pelo contrário. Mas, no entanto, esta medida pode de facto resultar, visto que os políticos não têm a mínima fama de se envolverem em casos extra-conjugais ou recorrerem a aprendizes de Cicciolina. Nem isso, nem crianças. Aliás, prostituição e pedofilia são dois assuntos que nunca foram relacionados com a classe política.

Depois desta proposta arrojada da senadora, era de esperar - pelo menos ela devia estar mesmo à espera - que os deputados belgas se portassem como macacos com cio e obedecessem prontamente ao instinto sexual, e se deixassem dessa parvoíce de "impasse político".

A verdade é que o impasse político ainda vigora, mas nem tudo é mau. A proposta da senadora foi um empurrão na economia do país, visto que se verificou uma inflação repentina nos bordéis, concordante com o aumento exponencial da procura.

Esta proposta já trouxe ecos de vários pontos do mundo. Se por um lado, Bill Clinton já veio afirmar que a medida nunca iria resultar, por outro, e tendo em conta a aparência da senhora, já houve quem se apressasse a apoiar a proposta - o marido.

O impasse mantém-se. Propostas inteligentes como estas é que fazem os países andar para a frente!



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A obesidade voadora.



Se eu viajar de avião dentro da UE, posso levar uma mala de porão com 20kg e uma bagagem de mão de 6kg. Certo? Ora, isto tem a ver com normas de segurança, mas tem principalmente a ver com questões económicas (peso do avião - consumo de gasóleo). Mas isto é a maior injustiça da História aeronáutica. Se um gordo de 200kg mais uma mala de 20kg e uma de 6kg, perfazem o total de 226kg, porque é que eu, que peso 70kg, só posso levar o mesmo peso de bagagem? Que ultraje.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Holmes Place e a sua campanha adequada aos tempos que correm.


O Holmes Place lançou um campanha realmente bem conseguida! "Agora é hora de fazer esforços e para isso há que treinar." - claro que sim! Faz todo o sentido que, ao entrar naquele em que se prevê ser dos piores anos em Portugal, se gaste €90 por mês num ginásio. Outro slogan possível seria - "Depois de um dia de desespero no centro de emprego, venha relaxar nas nossas saunas e jacuzzis." Ou, até mesmo - "Pior que um pobre, só um um gordo pobre. Venha treinar connosco!". Nada idiota, Holmes Place.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A bandeirola do menino Jesus

A época natalícia chegou ao seu auge. As iluminações de rua brilham por todo o lado, o consumismo desenfreado fez-se sentir no ar, as musiquinhas características já irritam. Por causa da tão mal fadada crise, este Natal foi mais severo e muitas famílias viram-se obrigadas a cortar em certos gastos, tal como o Governo aconselha. Quem costumava comer bacalhau, comeu antes uma lata de atum, e quem estava habituado a peru teve que se contentar com um franguinho da Guia. Mas não é só. Os bolos Rei foram substituídos por donuts com fruta cristalizada, enquanto que os pinheiros, tão carinhosamente decorados todos os anos, deram lugar a bonsais.

É triste mas tem de ser, há que cortar nos gastos, há que impedir o consumismo natalício, não vá isso alavancar a economia e o país melhorar a sua situação financeira (nem que seja por um mês)! E é na tarefa estóica de travar o apelo ao consumo desta época que surge o precioso auxílio da Igreja sob a forma de Bandeirola do Menino Jesus (há quem chame estandarte, mas eu gosto mais de bandeirola). Esta bandeirola representa, supostamente, os valores tradicionais do Natal e opõe-se ao consumismo. Agora o mais importante, por uns espantosos 12€ (mais portes de envio), pode obter em sua casa um fantástico “Kit Estandarte de Natal” que inclui a bandeirola, uma mensagem do Bispo D. Carlos Azevedo e ainda um espectacular Evangelho Diário!
Com esta ideia paradoxalmente genial, a Igreja não faz mais que canalizar todo o consumismo da sociedade cristã para a compra massiva deste kit com intenções beneméritas. Ou seja, troca o consumismo pelo consumismo, o que é óptimo! É como se os talhantes fossem vegetarianos mas continuassem a adorar vender peru recheado. Sempre com ideias inovadoras a Igreja!

Esta luta contra o consumismo na forma de S. Nicolau – vulgo Pai Natal - tem tido uma grande adesão por partes dos cristãos, e é desta forma que o menino Jesus surge pendurado em tantas janelas, tal qual o filho bebé do Michael Jackson naquele hotel de Berlim. Mas, o que é intrigante, é o facto de não se verem estas bandeirolas em, por exemplo, bairros sociais ou mais carenciados. Onde se vê com frequência aliás, é nas zonas “nobres” da capital. BMW e Mercedes à porta, brutas casa com todas as comodidades possíveis e imagináveis…mas atenção! No dia 25 não se gasta dinheiro em banalidades! Sim, p'favor, pa' isso há os outros 364 dias, tá a ver? Além disso aquele menino à janela fica súpê amoroso!

Por outro lado, e não querendo ser intriguista, não deixo de achar curioso que numa altura em que surgem cada vez mais casos de padres pedófilos, se insista em pôr uma criança nua à janela. Há limites.

Enfim, que todos tenham tido um feliz Natal, com ou sem menino Jesus, com mais ou menos idiotices.




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Centro de Emprego - a comemoração ao vivo da biodiversidade.

Há poucos dias tive que me deslocar ao Centro de Emprego para obter uma declaração. Durante todo o percurso até lá, seguia angustiado a pensar na seca descomunal que iria apanhar à espera da minha vez. Surpresa, o Centro de Emprego é um mundo encantado onde coexistem seres humanos normais e outras subespécies mais raras - o que proporciona um bom pedaço de entretenimento a um intrépido explorador como eu.
Entre as subespécies mais raras, encontram-se aquelas pessoas que estão realmente transtornadas com a vida e precisam mesmo de um trabalho. Entre os seres mais comuns, transparece a despreocupação de quem vive facilmente com o subsídio de desemprego e apenas tem que se apresentar periodicamente naquele espaço.

Enquanto esperava calmamente a minha vez, fui observando o que me rodeava. Uma senhora chinesa, com um bigode de fazer inveja ao António Sala, pediu um formulário qualquer. Estava vestida com roupa de restaurante das suas origens, mas fiquei com a ideia que procurava na vida algo mais que fritar crepes ou cortar em pedacinhos os seus familiares idosos para fazer chop suey.  O que se passava é que a senhora precisava de preencher um formulário (após ter tirado uma senha branca) para depois tirar uma senha verde (um daqueles mimos da burocracia). Acontece que o seu telemóvel tocou, ela atendeu e uma funcionária do Centro gritou "Lá fora! Tem que falar lá fora!". A senhora chinesa acatou a ordem, foi lá fora e voltou passados 5 minutos. Dirigiu-se à mesma funcionária e pediu então a senha verde. A funcionária diz "Agora já não dá, já passa das 16h, só amanhã." - já vi maneiras mais subtis de dizer "Volta para a tua terra que aqui não há emprego para ti sua chinoca!".

Durante o tempo em que lá estive, entre toda a diversidade de seres, fiquei impressionado com a quantidade de gordos, muito gordos, que lá havia. Fiquei a pensar que, de facto, devem precisar de 2 ou 3 empregos para sustentar aquele porte físico. Por outro lado, se forem mesmo desempregados também não é assim tão dramático, já vi ursos polares sobreviverem aos Invernos rigorosos do Pólo Norte com bem menos reservas.

A certa altura, entra pelo Centro adentro um indivíduo com um fato de treino do Benfica - clássico. Que vão assim para o Colombo, ou qualquer outro espaço comercial, até já estou habituado, no Centro de Emprego foi novidade. O pior é que, pelo ar alucinado dele, fiquei com a certeza que ele não estava ali para arranjar emprego. Fiquei antes o tempo todo a pensar que a qualquer minuto ele iria sacar de um arma, e do cartão de sócio do seu Benfas, e sequestrar todos os presentes exigindo a demissão do Jorge Jesus.

Como podem ver, o meu tempo de espera passou rapidamente. Foi como ver um episódio do BBC Vida Selvagem ao vivo. Quando dei por mim já estava a ser chamado e tive a sorte de me calhar uma funcionária competente e tudo! Pena que o código de trabalho não reconheça (e, por isso, não consta na base de dados do Centro de Emprego) a minha área profissional, marketing. Tive que escolher outra área. Sugeri "político", mas logo achei que não era reconhecido no código de trabalho nem em lado nenhum.



 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A República Checa e o taxi português.

Meus caros, lamento a falta de notícias mas estive ausente do país. Fui gozar (com) outras paragens. Com um grupo de amigos, fui passar uma semana a Praga e, embora tenha feito Erasmus em Brno (segunda cidade da República Checa), aquele país é sempre um caixinha de surpresas.

Fomos visitar a Biblioteca da Universidade de Praga. É um edífico moderníssimo, muito bem desenhado e equipado, mas tenho um defeito a apontar. É verdade que é uma biblioteca adequada a pessoas com deficiências motoras mas não está completamente disponível aos atletas para-olímpicos, o que me parece um pouco injusto.


Não estão à espera de ganhar medalhas nos 100m cadeiras de rodas, a não passar dos 5km, não é? Onde é que está essa ambição?

Por outro lado, há outra classe de trabalhadores que também é prejudicada na Rep. Checa. Em qualquer profissão, os trabalhos devem ser efectuados com as ferramentas adequadas e com uma habilidade própria para cada tarefa. Os roubos e assaltos não fogem a este princípio.


Assim também não estão a facilitar. Como é que é suposto assaltar um banco sem uma pistola? Isto é brincar com quem trabalha. Queria ver os gerentes dos bancos a tentarem assaltar uma loja qualquer só com um pau na mão. Fácil não era com certeza.


Durante Erasmus e esta semana, foram muitas as vezes que disse, ou ouvi, coisas como "Que país de terceiro mundo...", ou "Estes checos não batem bem de certeza.".  E, no meio disto, por mais parvoíces que Portugal tenha, ficamos sempre a achar que somos muito melhores. Mas, mal sabia eu que, ao aterrar em Lisboa há dois dias, iria ser presenteado com um episódio digno de, no mínimo, 14º mundo. Passo a relatar, resumidamente:

Apanho um táxi no aeroporto com a minha amiga, a Ana, com quem aterrei em Portugal vindo de Praga.

- É para onde?
- É para a Av. Roma e depois a minha amiga segue para a Gare do Oriente, se faz favor.

Já em andamento:

- Então e da Gare do Oriente é para onde?
- Ela vai apanhar o comboio para o Porto.
- E não quer que a leve lá menina?
- Não temos dinheiro para isso, obrigado.

O taxista prossegue:

- Não tem dinheiro! Ainda ontem fui levar (não sei quem) a Madrid!
- Se essa pessoa quiser pagar a viagem da minha amiga para o Porto, tudo bem!

E do nada, o taxista começa a barafustar:

- Está a dizer que não tem dinheiro? Você cresça e faça-se homenzinho!
- Desculpe lá, mas não está a falar com o seu filho.

Taxista aos berros:

- Tem mas é respeito que eu tenho idade para ser teu avô! (e tinha mesmo)
- Olhe, pode encostar que nós ficamos já aqui.
- Nem pensar! É para a Av. Roma é para a Av. Roma!
- Mas nós queremos ficar aqui e ponto final!
- Você é um "#%#$!
- Não seja ordinário que está uma senhora no carro.

Foi o descalabro. Daqui para a frente, foi um chorrilho de palavrões e ofensas. Eu e a Ana já nem respondíamos à senilidade do taxista por nem valer a pena. Lá encostou na Av. Roma, pensámos em chamar a polícia ou dar-lhe uma bofetada na cara, mas nenhuma das hipóteses adiantava alguma coisa.

Fiquei a pensar que não devia gozar tanto com a República Checa. Viva Portugal!




terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Papa, os blindados e as ervilhas.

Em declarações recentes, o Papa Bento XVI admitiu o uso do preservativo como medida de combate à transmissão de doenças sexuais. O eco destas declarações não se demorou a fazer sentir e as reacções positivas surgiram de toda a parte. Dos vários cantos do mundo ouviu-se que tais declarações papais se tratavam de um grande passo, que eram um avanço muito importante para a Igreja Católica, que eram um sinal de evolução, e por aí fora...um rol de "palmadinhas" nas costas do Papa. Sim senhor! Se é para isto também quero ser Papa! Vou à comunicação social constatar o óbvio e sou o maior!

Eu, a falar para a comunicação social, em pleno ano 2010:

- Caros senhores, estamos aqui reunidos... - a falar com aquele entusiasmo de discurso político de quem acha que está a ser genial mas não está a dizer nada de jeito - ...para vos informar que a Terra é redonda!

Toda a gente:

- Wohooooo! És o maior pá! Ah "ganda" Diogo!

- E mais! - prossigo eu com uma confiança cega nas minhas próprias palavras - Quero também aqui informar, que para se fazer ervilhas com ovos...é preciso não só ervilhas, como também...ovos!

Claro que a admiração por mim seria logo expressa:

- Como é que descobriste? És um génio Diogo!
- Casa comigo!
- Dá-me a tua camisola e faz-me ervilhas com ovos!

Seria a loucura, o devaneio total, a apoteose da constatação do óbvio.

Além disto, não percebo porque se fala tanto da questão do atraso dos blindados e porque é que se gerou tanta indignação à volta deste assunto, visto que em matéria de atrasos ainda somos uns meninos.
Ora, o Berlusconi chegou uma hora atrasado à Cimeira da NATO, os blindados chegaram a Portugal com duas semanas de atraso, as declarações proferidas pela Igreja chegaram com dois séculos de atraso.  No fundo, as declarações do Papa agora têm tanta utilidade quanto os blindados dois dias depois do fim da Cimeira.

Com um pouco de sorte, em 2310 a Igreja ainda vem dizer que o preservativo também se pode usar como método contraceptivo! Que audácia!



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Regressão à infância e a febre dos desenhos animados.


Em mais uma expressão clara do poder do Facebook, tem-se assistido a uma invasão massiva de desenhos animados como fotos de perfil. Apesar de tanto boneco junto já começar a ser extremamente boring, consigo perceber que traga uma certa nostalgia e que uma grande maioria esteja deliciada com o fenómeno. Agora, não posso deixar de sentir pena por algumas pessoas cuja infância ficou marcada pela Hello Kitty ou o Topo Gigio. Tanto desenho animado em condições e foram estes palermas que os marcaram? Pobres infelizes. Se é para isto, mais valia terem ido trabalhar para a fábrica de uma grande multinacional, como fazem as crianças da Indonésia - sim, elas não são obrigadas, só vão porque não têm desenhos animados decentes para ver.

Imaginemos agora, se esta regressão à infância fosse extrapolada para a vida real. 

Suponho que muita gente iria para o trabalho ao pé "coxinho", como quem joga à "Macaca".  Aqueles que optam pelo autocarro, iriam colados ao motorista a perguntar, de 2 em 2 minutos, "Já chegámos? Quanto tempo é que falta?".  Claro que o último a chegar ao trabalho seria um ovo podre e quando fosse altura de entregar o relatório ao chefe, jogava-se à "Apanhada" ou à "Batata Quente" (acho que isto já é mais usual).

Pela hora de almoço, a cantina das empresas seria um inferno. Um monte de engravatados a chorar e berrar para não comerem a sopa toda, enquanto outros lá se resignavam desde que alguém lhes desse a sopa à boca e empregasse a técnica do aviãozinho. Acabados de comer, lá iam felizes para o recreio - fumar um cigarro e beber um café - mas não sem antes atirarem uns balões de água aos fiscais da EMEL que passavam na rua.

De volta ao trabalho, o mais espertalhão da turma, ou departamento (como queiram), punha a circular um pequeno bilhete a dizer "O Zé das fotocópias faz xixi na cama ihihih" - o que causaria a gargalhada geral. E que reboliço seria! Se o chefe apanhasse o autor da brincadeira é que era pior...teria que ir para o canto da sala, ficar de pé e de costas para os colegas, até ao fim do horário laboral!

Já em casa, uma discussão conjugal sobre o facto de o marido não ajudar a mulher nas tarefas domésticas seria qualquer coisa como:

- Nunca me ajudas a fazer o jantar ou a arrumar a casa! És um egoísta preguiçoso!
- Quem diz é quem é!
- E pára de ser infantil!
- Não estou a ser infantil! Tu é que cheiras mal da boca!

Claro que uma divergência destas seria facilmente ultrapassada com uma sessão de sexo ardente. Num contexto normal o marido diria:

- Estou louco para te despir e atirar para cima da cama...
- Mas hoje sê mais meigo que não quero à bruta...'tá?

Dado a regressão à infância verificada, o diálogo seria:

- Queres brincar aos pais e às mães?
- Sim, mas hoje não vale bujas!

É no meio desta brincadeira que se ouve o filho do casal gritar do lado de fora do quarto:

- Mãaaae! Paaaaai! Ainda tenho foooome! Estão a brincar às "Escondidas"?
- Sim, a mamã já vai, agora está no coito! 

Ok, rebenta a bolha.












segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma Aventura no Supermercado


Toda a gente se lembra da famosa colecção “Uma Aventura”, da Ana Maria Magalhães e da Isabel Alçada (a própria que se meteu na bela aventura do Ministério da Educação). Uma destas aventuras passa-se no supermercado, onde os protagonistas descobrem diamantes nos tubos de pasta de dentes, certo? Pois, mas não me aconteceu nada disso. Claro que não, até porque para isso acontecer não poderia ter ido ao supermercado sozinho. Tinha que levar um amigo que gostasse de “andar à porrada” por tudo e por nada, um com a mania que é espertalhão, umas gémeas palermas e eu podia ser o outro, aquele que só existia para ser dono do cão.

De qualquer forma, uma ida ao supermercado pode sempre ser uma aventura carregada de adrenalina, mesmo não envolvendo diamantes ou grupos de amigos multifuncionais.

Vou frequentemente ao Pingo Doce ao pé de casa. Lá, tento sempre fazer uma análise do desempenho dos “caixas”. Vejo os que são mais rápidos, que fazem as filas andar a bom ritmo, os que se enganam nos trocos, os que são mesmo nabos (o que é obra para quem só tem de passar códigos de barras num leitor), e por aí fora. Depois desta análise, sempre que me dirijo à caixa escolho o que me dá garantias de pagamento mais rápido, tal qual um treinador que escolhe o seu melhor ponta-de-lança. E foi desta forma que cheguei à conclusão que sou um Carlos Queiroz dos “caixas”. Fico sempre na fila mais lenta e quando é a minha vez de ser atendido e me perguntam “Quer saquinho?”, já só me apetece responder “Não quero porra de saquinho nenhum, não vê que já tenho um na mão e só comprei um pacote de massa?”. Parecendo que não, isto mói.

Mas aventura a sério foi na altura do lançamento da maravilhosa campanha do Pingo Doce que abalou Portugal e perpetuou uma imagem saloia do nosso país. Aí sim, as minhas idas a este supermercado eram uma autêntica prova dos Jogos Sem Fronteiras, tal era a velocidade a que me deslocava entre prateleiras e saltava por cima de velhotas. É que por esta altura, cada loja Pingo Doce debitava o seu jingle publicitário de 2 em 2 minutos, que me fazia querer ir ao Pingo Doce só de Janeiro em Janeiro. Suponho que se o Van Gogh lá passasse teria cortado a outra orelha.

Finalmente, algum génio conseguiu lembrar-se que era agoniante fazer compras sem tampões auriculares e pararam de massacrar clientes. Hoje em dia sou mais feliz a circular no supermercado em questão, e já tolero melhor quando estou a querer pagar, e a senhora da frente, que acabou de descobrir que é vizinha da menina da caixa, está a falar dos melhores autocarros para voltar para casa – “Oh menina, vá de 42 até Chelas e depois muda para o 35!”. Haja paciência.


 








Elvis goes shopping and..........................................so does Chewbacca.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Se é para manifestar, é para manifestar à séria!


O dia de ontem ficou marcado pela manifestação nacional dos estudantes do secundário. Apesar de alguns nem sequer saberem porque é que se estavam a manifestar (mas é sempre fixe e é menos um dia de aulas para ir), outros estavam cientes que era urgente defender os seus interesses. Se em Lisboa se contestava a falta de funcionários nas escolas (é que há tão poucos que os estudantes podem fumar charros à vontade - e sem perigo de serem apanhados não tem a mesma piada), já em Beja, pedia-se o fim dos exames e do regime de faltas. Isto sim, são alentejanos contemporâneos que lutam contra o estigma do "alentejano preguiçoso-que-não-faz-nada-sem-ser-dormir". Sim, porque sem exames e sem regime de faltas não quer necessariamente dizer que eles fossem ficar em casa a dormir! Iam era, com certeza, fazer algo mais produtivo como...agora, de repente, não estou a ver.

Embora os motivos da manifestação em Beja fossem extremamente plausíveis, a adesão à causa não foi massiva. Num percurso de cerca de 200 metros, e escoltados por dois carros e uma mota da polícia (10 agentes no total), a mensagem de protesto foi espalhada...por 5 estudantes. Houve quem fosse levado a crer que se tratava de uma manifestação de agentes da PSP escoltada por 5 miúdos à paisana.

Depois de mostrarem um pouco o seu desagrado, a campainha soou anunciando o fim do intervalo e os miúdos acabaram com a parvoíce e foram para a aula, antes que desse o 2º toque e levassem falta.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Crime e Castigo (para crianças do futebol)

Numa medida inédita, Sporting e Benfica decidem aplicar o mesmo castigo aos jogadores Maniche e Luisão. Após análise dos seus recentes comportamentos em campo, foi determinada uma causa única nos dois casos. Desta forma, os clubes proibiram o antigo hábito que estes jogadores tinham de ver filmes do Chuck Norris antes dos jogos. Para além disto, Maniche e Luisão vão integrar as equipas dos escalões infantis das respectivas equipas por reveleram uma maturidade futebolística própria desta faixa etária.

Caso as sanções não surtam efeito, os jogadores devem abandonar as carreiras futebolísticas e enveredar pelo mundo da moda, visto terem sido bafejados pela Natureza por uma beleza rara.






segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No rescaldo do Porto - Benfica

As claques do Benfica já anunciaram que na próxima deslocação ao Estádio do Dragão, serão eles próprios a apedrejar veementemente (esta palavra eles não usaram, não sabem o que significa) o autocarro do SLB. Assim, o Luís Filipe Vieira anuncia que não há condições para jogar, que no fundo foi o que aconteceu ontem apesar de ainda se terem equipado.
 
 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dicionário Político-Português (com variantes)


Tantas vezes são aquelas em que os políticos são apelidados de hipócritas, gatunos, filhos de senhoras que recebem dinheiro em troca de sexo, e outros termos carinhosos. No entanto, outras tantas vezes, estes nem sequer são compreendidos por uma grande parte da população portuguesa.
Torna-se premente a criação deste dicionário, que espero poder contribuir para uma melhor comunicação entre os diversos sectores da nossa sociedade. Para uma aprendizagem mais rápida, são dispostas frases por inteiro seguindo-se as respectivas traduções.


Político: Apelo à cooperação das forças políticas para que se possa alcançar a estabilidade dos mercados!

Português da tasca: É bom que ajudes o teu irmão a tratar disto, antes que leves no focinho!
Português dos mitras: Gira lá o teu ‘móvel antes que levejuma chinada!

Político: O seu discurso é falacioso e não passa de uma espiral de contradições!

Português da tasca: Ainda não mandastes uma pá caixa!
Português dos mitras: Sóce, eu não fui à escola, não percebo o que tájadizer.

Político: Muito bem! Apoiado!

Português da tasca: Eheh (e coça a barriga)
Português dos mitras: Ya sóce.

Político: É preciso uma rectificação urgente ao Orçamento do Estado!

Português da tasca: Já te enganaste a fazer a merda das contas, seu cara de cu!
Português dos mitras: Tájóvir? Tájadever-me déjeuros pute!

Político: O senhor é um demagogo!

Português da tasca: É pá, és um merdas!
Português dos mitras: Ya, tipo, vai para a #$%& da tua mãe!


Por este prisma, o discurso político é o menos pragmático. Embora os outros dois tipos de discurso estejam pejados de violência, têm o mérito de levar à acção mais facilmente.

Mais tarde, traduzirei o discurso político para outras variantes do português.


 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Graças a quem?

Chego ao trabalho.
Digo: “Esse fim-de-semana, foi bom?”
Oiço: “Foi, graças a deus!”
Penso: “Boring…”

Mas o que é que deus (sim, sou daqueles hereges rebeldes que escreve deus com letra minúscula porque não estou a falar de nenhum deus em particular) tem a ver com o fim-de-semana?

Ora, pensemos num casal ainda jovem e com filhos pequenos. É sábado, o casal acorda e os putos já estão a ver desenhos animados na TV, graças a deus (porque inventou os desenhos animados, de certeza). O almoço sabe bem e vão andar todos de bicicleta à tarde. Graças a deus ninguém se aleijou e a digestão não causou mal-estar! À noite, o Benfica ganha. Graças a Jesus? Quase isso. Graças a deus (e neste caso não é o Maradona)!
Para acabar em beleza, o sexo conjugal corre às mil maravilhas. Foi deus a dar uma mãozinha? Esperemos que não.

Ok, acreditemos que deus existe. Desculpem lá, acham mesmo que ele se ia preocupar com a porcaria do vosso fim-de-semana? Não tem milagres para fazer, é? Criancinhas para salvar? Padres para impedir de serem pedófilos? Tem tempo livre suficiente para andar a brincar às famílias felizes?

Dilema de Deus (por exemplo, o cristão) num sábado “Salvar os paquistaneses das cheias ou não deixar o Pedrinho cair da bicicleta? Ora, o Pedrinho vai à missa todos os domingos. Os paquistaneses nem sequer acreditam em mim. Parece-me óbvio.”



terça-feira, 2 de novembro de 2010

E a birra continua.

Hoje começa o debate parlamentar sobre o OE 2011.

As mães dos deputados podem pôr os biberons já a aquecer porque o mais certo é isto dar birra outra vez.

Volta e meia, surgem notícias de confrontos físicos em certos parlamentos, como no México ou Ucrânia, mas isso são países de "duros". Não deixam de ser óptimos exemplos para as respectivas comunidades, já de si com baixos índices de violência, mas aqui em Portugal até a palavra "confrontos" já soa a exagero. Aqui, é mais à base do mimo.

Governo: "Eu quero reduzir o défice e não quero saber das famílias pobrezinhas!"
Oposição. "Ooohhh, mas porquê? Não subas os impostos, vá láaaaa!"
Governo: "Já disse que não pode ser, eu é que inventei a brincadeira, eu é que mando!"
Oposição: "Ah é? Então não brinco mais contigo! Brincas tu sozinho e nunca mais sou teu amigo!"
Governo: "Mariquinhas! Não queres brincar porque se isto correr mal vou sozinho para o castigo!"
Oposição: "Quem diz é quem é e o teu pai cheira a chulé!"

 E assim seguem alegremente, até a mãe (provavelmente o FMI) ralhar com eles e dizer para pararem com as parvoíces.