terça-feira, 12 de novembro de 2013

Viagem a Budapeste #3 (e última) – Erasmus por 3 dias

Tendo já visitado os monumentos todos da cidade, fui só mesmo para visitar a minha prima que lá está em Erasmus. E, basicamente, foi um Erasmus de 3 dias só que sem a parte das orgias.

Não é que eu tenha feito orgias quando vivi na República Checa, mas vivia numa residência com gente do mundo inteiro e, às tantas, era tal a rebaldaria que aposto que 9 meses depois nasceram suecos de olhos em bico ou chineses a dançar samba.

Voltando a Budapeste e ao mini-Erasmus: foram 3 noites a beber copos com holandeses, italianos, húngaros e mais umas quantas nacionalidades e a aprender coisas em “dutch” como “leker neuken in de keuken”, que é qualquer coisa como “é bom f*der na cozinha”. E dá sempre jeito aprender estas coisas.

Sabemos que estamos em Erasmus no Leste da Europa quando nem vemos a luz do dia. Deitamo-nos às 8 da manhã, depois de comer um kebab para ensopar os shots de Becherovka, Rakia ou Palinka e que custa 2€, e quando acordamos às 15h já é quase de noite outra vez.

E das coisas que eu mais tinha saudades do Leste, era os preços. Nos bares, as canecas de meio litro de cerveja custam cerca de 1€ e nas discotecas as bebidas brancas custam 3€. O que vale é que no Leste as máfias também trabalham bem ao nível do tráfico de órgãos, porque com estes preços não há fígado que aguente.

Desta vez, e ao contrário das outras vezes que fui a Budapeste (em Erasmus e no INOV Contacto) não fui a uma Spa Party, que é basicamente uma festa enorme que acontece uma vez por mês nas termas. Ou seja, várias piscinas, jacuzzis e salas de massagens transformadas em pistas de dança, toda a gente com pouca roupa e o resto podem ficar vocês a imaginar. Mas aconselho-vos vivamente a irem a uma festa destas. Apesar de tudo, estas festas conseguem ter mais nível do que uma qualquer noite banal no Urban.

Foi óptimo estar com a minha prima e ver que ela está bem entregue, com gente boa e multi-cultural à sua volta. E foi igualmente bom voltar a uma zona da Europa de que eu tanto gosto mas onde é fácil ouvir os locais dizerem “I hate my country”.

Nós podemos estar mal, mas há sempre alguém que está pior.




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